QUERO A DITADURA DE VOLTA!

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QUERO A DITADURA DE VOLTA!

Começo das diretas já, pela saída dos militares

1964 – Neste ano eu estava com 12 para 13 anos, e lembro-me como se fora hoje, grudado num dos guichês da Prefeitura Municipal, ouvindo o rádio dar notícias acerca da “Revolução”.

Naquela repartição havia vários funcionários públicos que eu admirava, respeitava e prestava serviços comuns, como por exemplo: buscar um maço de cigarros no Bar do Comércio, ir à Sorveteria comprar um picolé para uma pessoa que estava com muito calor, enfim, pequenas tarefas que sempre redundavam em algum agrado, e eu, que não sou bobo nem nada, gostava e muito, pois meus pais não podiam comprar uma guloseima para cada um dos dez filhos!

Paço municipal de Birigui

Lembro-me com nitidez da dona Célia Debortoli, imersa nas fichas dos contribuintes à busca do documento para encaminhar à Tesouraria, onde trabalhava o senhor Fausto Pompeu. Lá no fundo da sala, os senhores: Ricardo Marques e Antonio Antonuzzi, de cabeça baixa, concentrados no seu trabalho.

O radinho de pilha a cada momento, com aquelas músicas que nos enervavam pelo suspense, anunciava o andamento da tomada do poder do presidente João Goulart, substituto de Jânio Quadros, que renunciara ao mandato – por conta das “forças ocultas”.

Um nome ficou guardado na minha memória, pois era constantemente citado nas notícias, o do general Amaury Kruel.

Povo pede e militares assumem o poder

O poder foi tomado pelos militares em 1 de abril de 1964. Não sabia nem as razões, mas naqueles meus 12 anos ingênuos, confesso - tinha certa simpatia pelos comandantes militares. Será que tem a ver por eu ser um policial mirim?

Já se passaram mais de 57 anos de lá para cá. Em todo o tempo de comando militar não percebi mudança com relação à minha liberdade de ir e vir, segui com minha vidinha normal de estudante, e trabalhador como Policial Mirim, na Prefeitura.

Em momento algum senti a “baioneta do fuzil” nas minhas costas por parte dos homens de farda, como alardeava a esquerda brasileira naquele momento histórico, nenhuma ameaça à minha vida, e tampouco a qualquer membro de minha família.

Essa história da ditadura foi realmente um acontecimento sui generis. Ouço até hoje as pessoas afirmarem que não houve um único presidente militar, enquanto “ditador” que saiu rico após seus quatro anos de mandato, ou que um brasileiro de bem, ordeiro e cumpridor dos seus deveres foi levado ao cárcere por conta de abuso de poder.

Foi bom enquanto durou. Aí veio uma tal de “democracia”, com a eleição direta de políticos ávidos a sentar na mais importante cadeira da Nação, no cargo de Presidente da República.

Confesso publicamente que detesto essa tal de democracia, pois, nunca, em meus 69 anos de vida, tinha ouvido dizer de abusos cometidos por militares, políticos de direita ou de esquerda, contra o maior bem de uma pessoa, que é a sua liberdade.

Por conta da pandemia medidas extremas são tomadas

Essa tal de ”democracia” brasileira no momento está nos ensinando que ela pode tudo, por exemplo, algemar e deter uma senhora na cidade de Araraquara, por estar na rua, quando devia ficar em casa, pela determinação “democrática” de um governador.

Em São Paulo lojas são lacradas pelo Prefeito Bruno Covas por conta da Covid-19

Um comerciante, querendo apenas trabalhar, abre seu comércio e de repente aparecem os fiscais da “democracia paulista”, e com ferramentas e cimento lacram seu negócio, como se ladrão e bandido fosse. Essa democracia é um negócio nojento, não?

Um membro do Supremo Tribunal Federal, por vontade unilateral, manda a Polícia Federal entrar na casa de um jornalista, ativista e político e, sem que essas pessoas tivessem a oportunidade de serem ouvidas, viram-se trancafiadas numa cela. Isso só ouvíamos dizer que acontecia em regimes de exceção, tipo Cuba, Venezuela..!

A democracia pode tudo, e é por isso que estou a detestá-la e exigir a volta da “ditadura militar”, pois um simples Juiz do Supremo Tribunal Federal, joga tudo no lixo, o que foi produzido por duas instâncias judiciais – De Curitiba e da 4ª Região no sul do país, só pelo fato de achar que um político tem que ser novamente candidato à Presidência.

Um regime de exceção tão alienante, que todo um sistema judiciário, sei lá por que motivos, muda as mais rígidas leis e julgamentos de um país, para beneficiar uma única pessoa. Não é de causar repulsa essa tal de “democracia?”.

Aqui na região noroeste, na cidade de Mirandópolis, mais uma atitude democrática de promotores e juiz de direito, que não gostaram que o prefeito defendesse o direito dos seus eleitores de continuar trabalhando, e sem nenhuma condenação, ou direito à defesa, o cidadão teve a privação de alguns direitos individuais, inclusive a cassação de seu cartão de crédito. Uma “democracia” em seu sentido mais amplo!

Direito de "ir e vir" é retirado por conta de alguns governadores e prefeitos

Rejeito essa tal “democracia” porque permite que um cidadão comum, que se elegeu pelo voto da maioria da população do estado, aproveite-se de uma pandemia mundial criada pela China, para se transformar num chefe absoluto, proibindo as atividades industriais, comerciais, entre outras, e mostra pela primeira vez no Brasil, como se manda o povo ficar trancado em casa. Se sair fora do horário que ele determinou, multa ou até mesmo prisão.

 João Dória impõe medidas restritivas da liberdade - lockdown

Odeio essa tal “democracia” justamente por conta dessas absurdas demonstrações de poder individual, confrontando com mais de milhões de brasileiros que acreditaram que poderiam votar em algo contrário, que ocorria há mais de 30 anos, e elegeram um presidente que prometeu acabar com a corrupção no país, mas que não pode governar plenamente, por conta de uma tal “democracia” unilateral de um STF, cujos ministros não obtiveram um único voto em urnas, mas que escolhidos por “apadrinhamentos políticos”, na maioria não são juízes de carreira, declaram a suspeição de um juiz de verdade.

Por isso não quero mais essa tal “democracia”. Não serve mais, pois não sei se ao andar pelas ruas da minha cidade, vou me deparar com um agente policial, ser algemado e levado para a prisão sem saber a razão.

Quero a volta da ditadura, pois mostrou ser um regime onde a família era a célula máter da sociedade, a segurança dos cidadãos estava acima de interesses financeiros de políticos corruptos e facções criminosas, a educação sem quaisquer ingerências de cor política, e os gêneros de sexo igualmente respeitados, sem a imposição de ideologias.

Essa tal “democracia” é um regime muito ditatorial. Eu quero mesmo é uma ditadura, pode ser de qualquer modo, pois aí talvez eu volte a ter a mesma fé e amor que sempre tive pelas cores verde e amarela.

Pare para pensar, refletir e indignar-se, ao ler o que o poeta Brasileiro Eduardo Alves da Costa escreveu, e que também tentam “democraticamente” creditar tal proeza a MaiaKovski:

“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na Segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada”.

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