REVIVER O MMDC?

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Revolução Constitucionalista

“No dia 23 de maio de 1932 jovens que faziam parte de uma manifestação invadiram a Liga Revolucionária, sede de um órgão que apoiava a Revolução de 1930 em São Paulo. Os responsáveis pela instituição replicaram a ação dos jovens com um combate armado, onde quatro jovens foram mortos e vários outros foram feridos. O nome desse jovens eram Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade” (Valquiria Velasco, Graduada em História – UVA-RJ, 2014).

A MMDC tinha como objetivo oferecer a preparação militar para jovens que desejavam lutar pela democracia do país no estado de São Paulo, com o plano de derrubar o governo vigente. Após a criação da MMDC ocorreram outras diversas manifestações e atos para o desmonte do governo. Essas ações dos paulistas resultaram em seu ápice com a Revolução Constitucionalista de 1932.

Embora tivessem perdido sua hegemonia política, os paulistas apoiaram Vargas com a esperança de que ele convocasse eleições para a Constituinte e presidente.

No entanto, o tempo passava e isso não acontecia. Desta maneira, uma forte oposição ao governo Vargas foi iniciada pelos fazendeiros paulistas.

Além disso, houve também grande participação de estudantes universitários, comerciantes e profissionais liberais, que exigiam convocação de eleições.

Assim, no dia 23 de maio de 1932, aconteceu um ato político a favor de eleições, no centro de São Paulo. A polícia reprime um grupo de manifestantes e causa a morte de quatro estudantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo.

A revolta se iniciou no dia 9 de julho e foi liderada pelo interventor do estado – cargo equivalente ao de governador – Pedro de Toledo (1860-1935).

Houve mais de 200 mil voluntários, sendo 60 mil combatentes. Por outro lado, enquanto o movimento ganhava apoio popular, 100 mil soldados do governo Vargas partiram para enfrentar os paulistas.

Como consequência a luta pela constituição foi fortalecida e, em 1933, as eleições foram realizadas colocando o civil Armando Sales (1887-1945), como Governador do Estado, em 1935”.

Não será momento de novo levante?

Será que não surgirão outros MMDCs, para iniciarem um movimento pela libertação do Brasil contra a desobediência civil de mais de vinte governadores, que simplesmente estão querendo ter poder acima daquele que conquistou 57 milhões de votos para comandar o país, e que está sendo alvo diário de ataques, pois seu único defeito é falar o que pensa e ser honesto?

No Estado de São Paulo, por exemplo, vivemos a ditadura de dois políticos, no Governo – Dória, e na prefeitura Covas, que num acinte e total autoritarismo, mandam prender cidadãos comuns, honestos, trabalhadores, quando não tem coragem de fazer o mesmo com traficantes, e eliminar a cracolândia no centro da maior cidade do país.

A fala mais recente do governador a tal da palavrinha que ele tanto adora lockdown. Fechar empesas com CNPJ é simples, pois estará prejudicando pessoas pacatas, cidadãos comuns, ordeiros. Quero ver a coragem deste que se diz “estadista” fechar a cracolândia, acabar com os pontos de vendas de drogas, peitar as grandes facções criminosas que existem no estado.

Jamais pensava ver em minha vida, atitudes de pessoas que se dizem democráticas (afinal estão inscritas em partidos políticos oficiais), mandarem soldar porta de estabelecimentos comerciais e agredirem pessoas simples, por desejarem vender suas bugigangas nas vias púbicas, com o único intuito de levar comida para casa.

A cena mais chocante e humilhante, enquanto esses políticos não saem de sua redoma, não abrem mão de um centavo de seus polpudos salários, foi de uma menina com um cartaz de papelão, trocando máscaras por um alimento. Até que ponto chegou a insensibilidade desses pseudos governantes.

Fala-se tanto em confinamento, para preservar a vida, e o que se assistiu durante uma semana toda no transporte coletivo na cidade de São Paulo? Milhões de pessoas se espremendo em ônibus, trens e metrôs!

O governador de São Paulo, que fala tanto em poder fazer isso, aquilo, prender, multar, “lockdown” etc; é o primeiro a nos incentivar à desobediência civil, quando diz que não vai cumprir Decreto Presidencial, que libera o retorno ao trabalho, algumas categorias, entre elas: barbeiros, manicures, cabelereiras e manicures.

Quem desobedece, merece obediência?

Sua fala nesse sentido, foi mais ou menos assim: “Aqui em São Paulo o governo respeita e ouve seu secretário da saúde, respeita e ouve seu comitê de saúde. Ainda não temos condições sanitárias seguras para autorizar a abertura de academias, salões de belezas e barbearias neste momento – até o dia 31 de maio-, nenhuma modificação será feita na quarentena de São Paulo, isto é válido para todo o estado de São Paulo, inclusive os municípios

Você tem dúvida ainda que ele está a serviço da economia chinesa? Olha só o que ele declarou em entrevista á Band News: “Serão 62 áreas de desestatização, entre as quais destaco: rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos e ficarão para investidores chineses”

O que o povo paulista está esperando? Ficar doente mental sem recuperação, ter suas empresas completamente quebradas, o desemprego crescer vertiginosamente e, por fim, a balburdia total, com pessoas partindo para o desespero por ver seus entes queridos passando fome?

Ou será que muitas pessoas que estudam a história da humanidade e estão prevendo a entrega do Brasil para capitais internacionais, com mudança inclusive na liberdade de ir e vir das pessoas estão malucas, tergiversando, com “minhocas na cabeça”?

Por que tipo de veia está correndo o sangue dos paulistas?

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